Espírito Emmanuel
Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor.

André precisou, igualmente, cerrar a cortina sobre si mesmo.

...não podemos apresentar o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade.

-Emmanuel-

Anonimato de André Luiz

As convenções e títulos humanos são muitas vezes ignoradas no Mundo Espiritual, como veremos no decorrer do livro. É um grande esforço para o Espírito, que se vê necessitado do desprendimento das suas ligações mais fortes com o Mundo Material. Emmanuel não destacaria esse esforço de André Luiz se não fosse meritório e um sacrifício em nome do amor. Parece-nos ser uma dificuldade de muitos de se desprenderem das preocupações do Mundo Material.

Cerrar a cortina sobre si mesmo devemos ampliar o entendimento para o nosso Mundo Material. Às vezes, o trabalhador do bem no anonimato de sua tarefa, não se dá conta da grandiosidade de se manter oculto ao Mundo Material e visível ao Mundo Maior.

Um amigo me disse que ficou maravilhado com um médium que em um evento público realizou prodígios pelo fenômeno espiritual. Achou fantástico, impressionante. "Será que um dia chegarei nesse nível?". Perguntou ele. Esquecera que é também médium e trabalhador na tarefa de socorro aos desencarnados em reunião mediúnica em uma instituição espiritista. 

Perguntei-lhe: há quantos anos você trabalha na reunião mediúnica? Há uns 15 anos. Respondeu.

- Quanta vez faltou?

- Só quando adoeci. Respondeu ele a minha nova indagação.

-Impressiona-me mais a sua dedicação anônima ao trabalho do Senhor. Já se deu conta que seu trabalho cerra a cortina sobre o seu orgulho? Que estás vencendo sem a prova da tentação da vaidade? Isso que é fantástico e maravilhoso também.

 -Não desaprovando qualquer trabalho de aparição pública da Doutrina Espírita, o teu trabalho, apesar de anônimo, não sofre a ação dos críticos contumazes e também move uma multidão de testemunhas a advogar a teu favor no plano espiritual. Falei-lhe.

André Luiz é apresentado como um “amigo e irmão na eternidade”. Podemos entender que “amigo” significa que há laço de amizade dos Espíritos  entre eles e conosco, os encarnados.

Os Espíritos do bem estão sempre trabalhando pela nossa felicidade aqui na Terra. Não devemos esquecer que sempre há um Espírito amigo  acompanhando um ou mais encarnados, com suas influências positivas, tenhamos uma chance maior de vencer nossas provas e expiações, sem embaraçar o mérito do nosso livre arbítrio. Essa interseção positiva dos bons Espíritos em nós é parte da Misericórdia Divina para com suas criaturas.

“Irmão na Eternidade” lembra que André falará como um Espírito imortal para outro Espírito imortal, para um mundo definitivo e muito maior, apesar de estarmos temporariamente na carne. Que seus relatos são principalmente para a vida futura. Educando-nos na vida presente. É preciso que creiamos que somos espíritos. Muitas pessoas falam de Espíritos como se nós fossemos uma criação a parte deles. Nós também o somos. Um amigo me abordou ao saber que era espírita me perguntando:

- Você vê Espíritos? Perguntou-me.

- Sim.

- Esta vendo um agora?

- Estou vendo um vindo em sua direção.

- Vixe! Verdade? Já tou todo arrepiado!

- Ele vai tocar nas suas costas.

- Aiiii! Eu senti!

Ele se virou e viu que era outro amigo que chegara para a nossa conversa. Ficou desapontado com a brincadeira. E lhe falei que não havia mentido. Ele era um Espírito visível. Só que encarnado.

"Batismo Espíritual"
...necessitou despojar-se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações amados... Os que colhem as espigas maduras, não devem ofender os que plantam a distância, nem perturbar a lavoura verde, ainda em flor.

-Emmanuel-

Respeito a Família de André Luiz

O anonimato é mais que uma preocupação, é também desprendimento das convenções familiares, políticas, religiosas, raça, etc, que em algumas situações e apegos, impedem os Espíritos de darem prosseguimento ao seu progresso na Dimensão Espiritual. Não é o desprendimento dos afetos aqui na Terra é a do apego desproporcional que causa ânsia e inadaptação a condição de Espírito desencarnado. O poder e a consideração que o homem tem aqui na Terra muitas vezes nada vale no plano espiritual, conforme O Livro dos Espíritos na questão 275 e 275a:

275. O poder e a consideração de que um homem gozou na Terra lhe dão supremacia no mundo dos Espíritos?

“Não; pois que os pequenos serão elevados e os grandes rebaixados. Lê os salmos.”

a) - Como devemos entender essa elevação e esse rebaixamento?

“Não sabes que os Espíritos são de diferentes ordens, conforme seus méritos? Pois bem! O maior da Terra pode pertencer à última categoria entre os Espíritos, ao passo que o seu servo pode estar na primeira. Compreendes isto? Não disse Jesus: aquele que se humilhar será exaltado e aquele que se exaltar será humilhado?”

A revelação do Mundo Espiritual, pelos Espíritos superiores, respeita o sentimento dos encarnados, quando informações de foro íntimo podem criar desagrado, mesmo que sem justificativa nobre por parte dos ofendidos.  Isso não ocorre com os Espíritos inferiores, cujas revelações de fatos particulares mais trazem perturbação que verdades.

É uma atitude de humildade e respeito dos bons Espíritos na sua posição superior em relação aos que ainda não alcançaram posição elevada na Escala Evolutiva da Criação. Pois eles mesmos já se encontraram em situação de inferioridade no passado.

Chegou a Hora
...de há muito desejamos trazer ao nosso círculo espiritual alguém que possa transmitir a outrem o valor da experiência própria, com todos os detalhes possíveis à legítima compreensão da ordem que preside o esforço dos desencarnados...

-Emmanuel-

Há Ordem no Plano Espiritual

Há regras no plano espiritual. Há disciplina. Há dinâmica. Há trabalhos por nós encarnados.

Como trazer essa informação aos encarnados? Que experiência englobaria diversas situações humanas na Terra? Que Espírito estaria afinado espiritualmente com o Médium?

A observação de Emmanuel nos faz pensar que ele mesmo poderia relatar experiências de Espíritos mais evoluídos ou ele mesmo descrever o Mundo Espiritual. Mas a atual posição de Emmanuel, não passaria para o Médium os sentimentos de cada descoberta na espiritualidade. Se não fosse assim não haveria sentido em procurar “alguém que possa transmitir a outrem o valor da experiência própria”.

Por que o próprio Emmanuel não contou a história de André Luiz?

Porque não é própria dele. É de André Luiz. Além de dar a oportunidade de serviço para o André Luiz, que certamente vai aliviar a própria consciência culpada, prevenindo aos que poderiam passar pelas experiências dolorosas que ele passou por conta da sua conduta aqui na Terra.

E a mensagem é mais bem entendida pelo Médium se o próprio autor da comunicação vivenciou a experiência. O médium é interprete dos sentimentos do Espírito que se comunica e entende a informação, mesmo que inconsciente, e as emoções que o Espírito passa, ajuda-o a interpretar melhor. (ver o Livro dos Médiuns).

Que emoção Emmanuel passaria ao Médium se já não há nenhum sentimento de novidade nos seus pensamentos?

Acreditamos que atrapalharia a descrição surpreendente dos fatos. Emmanuel já estava há muito adaptado ao Mundo Espiritual.

Lembramos que o Chico muitas vezes testemunhava os eventos em tela panorâmica. É preciso que o Espírito comunicante envie subsídios de memória para o Médium para tal fato ocorrer. As imagens da memória tinham que ser de André Luiz, para criar esse efeito.

Veja o que encontramos no livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS(EDM), de André Luiz.

“Espíritos desencarnados, em muitos casos, quando controlam as personalidades mediúnicas que lhes oferecem sintonia, operam sobre elas à base das imagens positivas com que as envolvem no transe, compelindo-as a lhes expedir os conceitos. “

“Nessas circunstâncias, se expressa a mensagem pelo sistema de reflexão, em que o médium, embora guardando o córtex encefálico anestesiado por ação magnética do comunicante, lhe recebe os ideogramas e os transmite com as palavras que lhe são próprias.”

A importância das imagens da memória do espírito para o médium na comunicação mediúnica. A comunicação se dá por imagens, ideogramas ou ideografias. O médium recebe as imagens e as interpreta com as suas palavras. A reflexão é o exame do Médium por sua consciência para entendimento do conteúdo da imagem e a transmissão com as suas próprias palavras. O Córtex encefálico desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento. Mesmo anestesiado o córtex encefálico, o médium se comunica pela linguagem articulada.

“Todavia, não obstante reconhecermos que a imagem está na base de todo intercâmbio entre as criaturas encarnadas ou não, é forçoso observar que a linguagem articulada, no chamado espaço das nações, ainda possui fundamental importância nas regiões a que o homem comum será transferido imediatamente após desligar-se do corpo físico.” (EDM.)

Mais uma confirmação de que o médium recebe imagem da memória do comunicante para que interprete a mensagem. Entendemos que, ao desencarnarmos, nem todos nós poderemos usar da comunicação mental. Teremos que usar a fala mesmo. Kardec já codificou no O Livro dos Espíritos na questão 282 e 283 da comunicação entre espíritos no plano espiritual:

282. Como se comunicam entre si os Espíritos?

“Eles se vêem e se compreendem. A palavra é material: é o reflexo do Espírito. O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veículo da transmissão de seus pensamentos, como, para vós, o ar o é do som. É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro.”

Conte uma história que ocorreu pela manhã. Você verá na sua mente a imagem do evento passado, mesmo que rapidamente. Ás vezes, nem notamos que a imagem veio a nossa mente.

É assim que se dá a comunicação entre os espíritos e os médiuns. Passa-se a imagem para a memória do médium e o médium interpreta. É mais complexo que isso, estamos tentando simplificar o entendimento, mas, a imagem é  base da comunicação em qualquer dimensão.

Explica-se porque Emmanuel preferiu escolher alguém com experiência própria que pudesse relatar uma história real, contemplando tanto conteúdo  dentro da realidade do comportamento humano na atualidade, com afinidade mental com o médium.

Chico era conhecido pela sua flexibilidade mediúnica. Um bom arquivo da alma no médium, facilita a comunicação de muitos tipos distintos de espíritos. Mesmo com a qualidade do Chico há leis naturais que não podem ser burladas.  Foram precisos dois anos de presença espiritual de André Luiz antes de enviar o livro, conversando, participando dos trabalhos do Chico, enviando mensagens, para criar entre ambos uma afinidade mental que facilitasse a boa interpretação do médium nas revelações da obra.

Claro que Jesus deu o aval para que essa nova etapa da revelação desse início.

Então Emmanuel opta por mostrar a mais genérica das experiências, a de um Espírito próximo as nossas condições evolutivas, que se surpreende com a morte, com o novo estado, em conflito com suas crenças, carregando questionamentos que nós mesmos gostaríamos de indagar, e descobrindo valores novos para a eternidade. Não deve ter sido fácil para o Emmanuel encontrar o André Luiz, que tem um conjunto de experiências que facilitou a produção da obra. 

 

A Surpresa
...numerosos amigos sorrirão ao contacto de determinadas passagens das narrativas. O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de todos os aprendizes que ainda não passaram pela lição.

-Emmanuel-

Dificuldades de Aceitar o Inabitual

Ocorreram protestos do próprio Movimento Espírita diante da publicação dessa obra. O próprio médium foi hostilizado. Como conta a Suely Caldas Schubert na obra "Testemunhos de Chico Xavier":

“Cartas e comentários contra a obra de André Luiz chegam até Chico. Muitas cartas são endereçadas diretamente a ele e, chocado com o seu conteúdo, queima-as todas.”

“A obra de André Luiz causa impacto no meio espírita. A grande maioria aceita-a de imediato, encontrando ali respostas e soluções para as inúmeras dúvidas acerca da vida além da morte. A FEB, com Wantuil de Freitas à frente, dá plena e total cobertura a André Luiz e Chico Xavier.”

“Essa, contudo, foi uma fase difícil para o médium. Se atentarmos para as datas, iremos verificar que “Nosso Lar” foi lançado em 1944; logo em seguida, no mesmo ano, é editado o segundo livro de André Luiz: “Os Mensageiros”

Chico não guardava mágoa de ninguém, e destruía tudo de material em seu poder que pudesse incitar a mágoa. As cartas de críticas ao seu trabalho com o Espírito André Luiz eram queimadas. Conforme Chico testemunha em cartas ao presidente da FEB Wantuil, que Suely Caldas nos revela:

“Sei também que alguns irmãos (...) iam apresentar uma tese contra os trabalhos de André Luiz, contendo algumas cartas copiadas de textos a mim dirigidos. Esses textos são horrorosos. Li-os e confiei-os ao nosso bom amigo “fogo”, há tempos. É possível que revivam agora. Vamos esperar.”

Hoje parece tão natural falar sobre o “Nosso Lar”. “O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos”, relata Emmanuel.

Hoje tem até filme. Não deveria ter sido assim, pois as próprias obras de Allan Kardec e do Evangelho de Jesus seriam complementadas pelos relatos de André Luiz a cerca dos Espíritos desencarnados e do Plano Espiritual. Afinal há muitas moradas na casa de meu Pai.

Como seria essa casa? Os Espíritos que se comunicaram com Allan Kardec porventura morariam nas nuvens tocando liras?

Era de se esperar que houvesse descrédito por parte de algumas pessoas, afinal era 1943. Apesar das dificuldades a maioria aceitou bem a obra.

Mas muitos faziam as críticas por orgulho de que as informações novas, embaraçavam suas crenças, mesmo dentro do Movimento Espírita. E a arrogância era tamanha que faziam julgamentos sobre a capacidade do Médium Francisco Cândido Xavier, como o próprio Chico relata em cartas ao então Presidente da FEB Wantuil de Freitas:

“(...) O dossier dos irmãos gaúchos (Trata-se de pessoas que não Francisco Spinelli e Marcírio Cardoso de Oliveira) contra trabalhos de André Luiz me veio às mãos. Foram excessivamente generosos comigo. Deram-me formosos adjetivos e só disseram que eu estou um médium “cansado”. Isto é muito honroso para uma pessoa como eu que me sinto, francamente, na posição do servidor que ainda não começou a trabalhar. (...)”

Está na obra de Suely Caldas Shubert, Testemunhos de Chico Xavier, esse trecho da carta. E ela faz um comentário:

“Achavam que o médium mineiro estava “cansado”, incapacitado, portanto, de continuar na sua tarefa psicográfica. Chico deveria aposentar-se! E se ele tivesse ouvido os cantos das sereias, estaríamos hoje privados de mais de duas centenas de obras luminosas, recebidas e publicadas posteriormente.”

Chico também comenta, na obra de Suely Caldas, as diversas cartas insultuosas que recebia sobre o André Luiz:

“Tenho recebido, meu amigo, cartas insultuosas e observações bem duras, quanto aos livros desse mensageiro espiritual que nos veio ensinar quanto é nobre e sublime a vida superior.”

Emmanuel adiou outras verdades nas obras para reduzir o impacto sobre nós encarnados. Há sempre em todos os tempos indivíduos que vivem meio século ou mais, em atraso de inserção e conhecimento tecnológico. Pior são os que estão um século atrasado e tudo que é novo acredita ser fantasia por não conhecer, atacando o progresso por puro preconceito.

Hoje muito do que foi citado tecnologicamente na obra não parece tão fantasiosa como na época. Uma transmissão de TV ao vivo, por exemplo, era quase impossível nos anos 40.  Na obra de André Luiz é mais que ao vivo. Estamos passando pelas lições hoje. Estamos evoluindo.

É claro que se o conhecimento maior vem do Mundo Espiritual, não seria surpresa encontrarmos ambientes e conhecimentos bem mais avançados que os nossos aqui.

As revelações do Mundo Espiritual são passadas para a humanidade conforme o seu progresso intelecto-moral e dos seus costumes, para que a razão seja inerente a fé, fixando permanentemente nas consciências o entendimento das leis Divinas. Leis que já se encontram lá depositadas, mas foram esquecidas.

Nas primeiras reencarnações como Espíritos, fomos guiados pelos superiores, como crianças nos primeiros anos de vida pelos pais. Sempre nos indicando o caminho correto. Até que o Livre Arbítrio de cada um defina o seu destino. Na situação em que nos encontramos hoje, após milhares de reencarnações, não há outro responsável pelos nossos atos se não nós mesmos. Vejamos a questão 262 do O Livro dos Espíritos.

262. Como pode o Espírito, que, em sua origem, é simples, ignorante e carecido de experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha?

“Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons Espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem.”

Portanto, cada um de nós devemos fazer escolhas, assim que cada revelação nos é acrescentada ao nosso conhecimento. E saber melhor como se relacionar com as Leis Divinas.

Matéria escura, outros estados da matéria, partículas que transitam acima da velocidade da luz, outras dimensões, etc., são discussões cientificas do tempo atual. Ajudando a humanidade a ter uma nova forma de se relacionar com Deus, estudando a Sua Providência. A ciência a serviço da religião.

Qual a importância da ciência para a religião da nova Era na contribuição da nossa forma de nos relacionar com Deus?

Emmanuel revela isso no livro Nos Domínios da Mediunidade do próprio André Luiz:

“Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como conseqüência de seus porfiados estu­dos, o materialismo e o ateísmo serão compelidas a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.”

Esqueçam religião como um conjunto de cultos exteriores, hierarquias sacerdotais, templos exclusivistas e rituais. Religiosidade é a forma de se relacionar com Deus. Com as Suas leis. A religião da nova Era. A Era do Espírito.

Como se relacionar com Deus atualmente sem a ciência?

Onde a fronteira entre a ciência e a religião na Era do Espírito?

Sigamos a diante. Vejamos o que fala Emmanuel a seguir. É uma advertência do Espírito Emmanuel. Vejamos a responsabilidade do conhecimento sem ação no bem.

Conhecimento ∝ Responsabilidade
Nesse campo imenso de novidades, todavia, não deve o homem descurar de si mesmo. Não basta investigar fenômenos, aderir verbalmente, melhorar a estatística, doutrinar consciências alheias, fazer proselitismo e conquistar favores da opinião...É indispensável cogitar do conhecimento de nossos infinitos potenciais, aplicando-os, por nossa vez, nos serviços do bem.  O intercâmbio com o invisível é um movimento sagrado, em função restauradora do Cristianismo puro;  O homem terrestre não é um deserdado. É filho de Deus... ...aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar-se. A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro.

-Emmanuel-

 

Advertência de Emmanuel

São muitas informações. O leitor desatento pode mergulhar na obra como em uma viagem ficcionista e se maravilhar com os aspectos do Mundo Espiritual. Esquecendo-se que toda a obra está repleta de convites ao conhecimento do Evangelho de Jesus e a sua aplicação. Mesmo que a aplicação do Evangelho não se dê integralmente é urgente começar.

Há muitos efeitos danosos em nossa vida, por nosso afastamento da proposta comportamental do Evangelho de Jesus. Dor, sofrimento, mágoa, culpa, expiação, etc.

Vamos ver muitas causas de sofrimentos nesse livro, que podemos evitar aqui, enquanto alunos da oportunidade Divina. A maior prova da misericórdia de Deus é essa nova oportunidade de aprender e elevar-se, na escola da vida. Reparando nossos erros, perdoando e sendo perdoado.

Ler essa obra e sair dela sem nenhuma modificação moral é a prova que a entendemos como uma ficção. Não teremos argumentos no plano espiritual para justificar que não fomos avisados previamente das responsabilidades dos nossos atos e inatividade no bem.

Conheço pessoas que apesar de estarem no Movimento Espírita vêem essa obra no seu lado mais místico, às vezes, sem distinção da realidade do Espírito, acreditando que não são Espíritos também, que os fatos se referem aos Espíritos desencarnados ou para outros encarnados, em um lugar muito distante,  esquecendo-se que os desencarnados já estiveram como nós envergando um corpo material aqui na Terra.

A função do intercâmbio com o mundo espiritual é restaurar o Cristianismo puro. São as regras morais do Universo, trazidas por Jesus.

Vícios, suicídios, orgulho, egoísmo, traição, promiscuidade, falta de caridade assim como o perdão, o amor, família, solidariedade,  caridade, são temas relatados na obra com suas devidas conseqüências morais e materiais no corpo espiritual ou perispírito.

Nessa obra a Candeia é colocada em cima do alqueire iluminando os que andam na escuridão da ignorância da vida futura.

Quem do movimento espírita acredita que já se encontra iluminado, e não precisa das informações dessa obra, deve reclamar com Deus, imediatamente, você está no planeta errado.

Face a Face
...a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal;

-Emmanuel-

 

Finalidade da Obra

A obra nos revela nosso destino após a morte. O encontro com o tribunal da consciência. Isso mesmo. Leia e saberás onde estarás hoje no além. Use as informações para se julgar. Se não for hoje para o além, dá pra mudar a nossa vida futura. Nós é que escolheremos. Não Deus. Nossa consciência define para onde iremos. 

É um choque para quem esperava um tribunal no além, cujo advogado de defesa é o culto a religião que participa.

É um choque para os espíritas que carregam atavismos religiosos que sugerem que apenas a participação na divulgação espírita, sem reformulação de atitudes, pensamentos e consciência, o privilegia entrar nas esferas superiores.

A obra Voltei, de Francisco Cândido Xavier, do espírito Irmão Jacob, relata a desencarnação de Frederico Figner, ex-dirigente da FEB e a decepção de não se encontrar perispiritualmente igual aos companheiros que voltaram a pátria espiritual antes dele. Ele tinha o perispírito apagado enquanto os amigos emanavam uma luminosidade própria.

Quando Emmanuel cita que a maior caridade que podemos fazer a Doutrina Espírita é a sua divulgação, não resume a prática da caridade apenas para esse fim.

Há confrades que conheço que já alterou a frase para "a maior caridade é divulgar o Espiritismo".

É um equívoco filosófico, pois não devemos fazer apenas a caridade para a Doutrina. A caridade tem de ser mais ampla. Também devemos estender o significado da caridade conforme Jesus nos ensinou. No O Livro dos Espíritos há uma pergunta, a 886 e seu comentário, que aprofunda o significado da palavra caridade:

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

"O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça. Pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos."

"A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa."

Por isso o proselitismo religioso não deve ser uma preocupação primária do Espírita e sim a renovação moral do homem, contendo as suas más tendências.

Se sua reforma não se dá e continua a divulgar o Espiritismo, está certamente semeando luz na consciência alheia, mas não consegue gerar frutos em si mesmo.

- Edson Roberto -

 

Terra
...a Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração.

-Emmanuel-

Oficina Sagrada

O livro vai mostrar que a Terra não mais deverá ser vista com o papel de ser a dimensão das aflições.

O Mundo é oficina Divina que se bem valorizada, transforma-se em porta de acesso aos "céus", como também mal utilizada nos levará a aflições maiores no plano espiritual.

É terra para o Espírito exercer o bem, esquecidos dos remorsos que o prendem a inatividade evolutiva no plano espiritual, resgatando e reparando seus crimes, pela misericórdia Divina no processo das reencarnações.

Vida
...não basta à criatura apegar-se à existência humana, mas precisa saber aproveitá-la dignamente;

-Emmanuel-

 

Proveito da Oportunidade

Apesar de sagrada a existência material precisa ser útil.

Como aproveitar a existência na carne?

A obra vai nos dar dicas para o bom uso da reencarnação e os efeitos do mau uso.

Mostrando como evitar o que nos leva a aflições aqui na Terra e a busca da vivência pacífica com os nossos semelhantes.

Viver sabendo que essa vida material é temporária. Não viver como se ela não terá término.

É o Evangelho de Jesus sendo colocado no seu devido lugar. É o nosso guia de esperança.

Interessante que a obra serve para muitas gerações, pois se move sobre aspectos da diversidade cultural humana, de forma genérica, atendendo a muitas situações.

- Edson Roberto -

Ir a Jesus
...que os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo...

-Emmanuel-

 

Aplicar o Evangelho de Jesus

Verdadeiramente ao Cristo?

E todas as religiões cristãs não propõem isso? Claro que sim.

Mas pergunto: nós seguimos os passos que Jesus propõe nos Evangelhos?  Aí a diferença.

Até mesmo no Movimento Espírita encontraremos equívocos doutrinários em suas práticas.

É preciso que o evangelho de Jesus seja conhecido, sentido, vivido e aplicado para que estejamos verdadeiramente nos dirigindo para a felicidade.

A obra vai nos mostrar alguns exemplos de estarmos em uma religião cristã e exercermos uma religiosidade cristã. 

 

Espiritualidade
...precisamos, em verdade, do ESPIRITISMO e do ESPIRITUALISMO, mas, muito mais, de ESPIRITUALIDADE.

Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1943.

-Emmanuel-

 

Espiritualidade é o desenvolvimento do homem para a vida espiritual.

O Espiritualismo é a primeira crença. Que há uma alma imortal além do corpo.

O Espiritismo nos mostra que essa alma imortal preexiste a essa vida, vai sobreviver após a morte do corpo conservando sua individualidade e no futuro voltará a uma nova existência na carne.

Espiritualidade é aquisição através desses dois conceitos na crença que devemos nos envolver em esforços para que no futuro cada vez mais não soframos a influência da matéria nas nossas decisões.

Passamos cerca de quinze milhões de séculos como princípios espirituais, gravando automatismos, encarnando nos reinos minerais, vegetais e animais, para que um dia pudéssemos nos tornar Espíritos e poder encarnar em um corpo humano.

Nesses automatismos o coração bate, o pulmão respira, as glândulas, os rins, o sistema digestivo e outros órgãos, funcionam sem nossos desejos conscientes. São automatismos que conquistamos nesse período como princípios espirituais, encarnando diversas vezes em corpos primitivos.

Agora somos Espíritos. Estamos em uma nova fase da evolução espiritual.

Temos que aprender pela educação dos nossos pensamentos a controlar esses automatismos para o nosso bem e para o próximo.

Pela prática do amor, vamos nos tornar Espíritos ditosos, que não mais sofrerá a ação da matéria no seu livre-arbítrio.  Amaremos não mais por causas exteriores, e sim, como automatismo. Amaremos sem esforços.

Encerramos aqui o Prefácio do Espírito Emmanuel. Intitulado "Novo Amigo".

- Edson Roberto -

 

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Canal para contato: nossolar@amecaruaru.com.br

Edson Roberto.(Coordenador de Estudos e Divulgação da Associação Municipal Espírita de Caruaru-AME)