Nas Zonas Inferiores
 

 

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Rever Nossas Crenças

O título do primeiro capítulo não pode ser mais explicito.  Começar a obra descrevendo os efeitos de uma vida sem o Evangelho de Jesus. Sim. Sem o Evangelho de Jesus. Pois, na vida temos tudo ao nosso dispor, para a nossa escolha. 

O materialismo, as paixões, os vícios, os padrões para “bem viver”, o conhecimento do Mundo, as alegrias e as tristezas. O que falta então para uma vida melhor, no Mundo Espiritual, pois,  vamos viver e morrer, ficando tudo quanto o mundo nos ofereceu de melhor materialmente ficará aqui?

"A minha paz vos dou"

Isso mesmo. Nós vamos morrer. Eu vou morrer. Você vai morrer. E  para onde iremos? O que acumulamos aqui? O que podemos levar? A vida continua? Se a vida aqui é temporária, qual a definitiva?

Muito útil começar a obras pelos efeitos de uma vida de paixões.

Vai que a gente morre antes de terminar de ler o livro e já saberemos as conseqüências de alguns atos nossos aqui na Terra. Procuraremos saber o que fazer para uma melhor chegada ao plano espiritual após a morte.

Vamos estudar agora esse capítulo, que é uma riqueza incomparável. Pois não precisaremos morrer para descobrir o que algumas faltas fazem ao nosso destino no além-túmulo. Dando-nos tempo para reparar ou renovar nossas atitudes.

Edson AME

Estou Vivo
Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito. Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos. Desde quando me tornara joguete de forças irresistíveis? Impossível esclarecer.

André Luiz

 

Pertubação

A obra começa com a narrativa de André Luiz e o seu sentimento com relação ao local em que se encontra. Descreve o estado perturbador que se encontra com a nova realidade. Vemos que a perturbação de André é uma situação de falta de compreensão da nova realidade em que se encontra, apesar de saber que não é do mundo dos vivos. Ele sabe que já desencarnou.

Allan Kardec no O Livro dos Espíritos já divulgava essa situação que André experimenta após a desencarnação.

164. A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os Espíritos?

“Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.” Allan Kardec no O Livro dos Espíritos.

Comenta Kardec: “Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos.”

Todo Espírito ao desencarnar vai passar por um estado de perturbação de tempo indeterminado. Depende do nível maior ou menor de religiosidade que vivenciou quando encarnado, lembrando Emmanuel na introdução da obra.

É comum em reuniões mediúnicas nas casas Espíritas conversarmos com Espíritos que não se deram conta que desencarnaram, e, alguns que perderam a noção de tempo, acreditando que ainda se encontram na época em que viveram.

Testemunhei em reuniões mediúnicas de socorro aos desencarnados, casos de Espíritos que viviam, mentalmente, há séculos sem noção de tempo e espaço. Quando informamos o ano em que nos encontrávamos ficavam surpreendidos com a revelação.

Edson Roberto

Relação com Deus
Quando citamos religiosidade nos reportamos à pergunta do O Livro dos Espíritos de Allan Kardec

Edson Roberto

Proposta Espírita

165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?

“Influência muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas, a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exerce.” Allan Kardec no O Livro dos Espíritos.

Já estudamos aqui o sentido da palavra Religiosidade. É ação. Não é imobilidade. A prática do bem é a prática religiosa universal em todas as fases evolutivas que o Espírito alcance. Do átomo ao arcanjo. A relação ideal com Deus se dá obedecendo e cumprindo os seus desígnios. Ou seja, os Seus Planos.

Temos um exemplo da prática dessa lei, na entrevista a um Espírito em missão na Terra que habita Júpiter, (um planeta muito superior ao da Terra, na escala dos mundos), onde Kardec questiona sobre a vida em Júpiter, publicada na Revista Espírita de 1858.

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Há várias religiões? - R. Não; todos professam o bem, e todos adoram um único Deus.

Há templos e um culto? - R. Por templo há o coração do homem; por culto o bem que ele faz.

Poderias nos dar uma idéia das diversas ocupações dos homens? - R. Seria preciso dizer muito. Sua principal ocupação é encorajar os Espíritos que habitam os mundos inferiores a perseverarem no bom caminho. Não tendo infortúnio a aliviar entre eles, vão procurar onde se sofre; são os bons Espíritos que vos sustentam e vos atraem ao bom caminho.

Poderias nomear-nos alguns Espíritos, habitantes de Júpiter, que cumpriram uma grande missão na Terra? - R. São Luís.

Se o povo mais avançado da Terra se visse transportado para Júpiter, que categoria nele ocuparia? - R. A classe dos macacos entre vós.

- Revista Espírita de 1858 -

“Encorajar os Espíritos nos mundos inferiores a perseverarem no bom caminho”. É a prática principal de uma civilização completa, vivendo o Evangelho professado por Jesus. É a proposta no aspecto religioso da Doutrina Espírita, resgatando essa prática para que o Mundo entre definitivamente na sua Regeneração.

Espírito Respira
André Luiz sabe que está desencarnado, mas, estranhamente para ele, respirava como um mortal. 

Edson Roberto

 

O Corpo Espiritual

Outro ponto que destacamos é o local onde André Luiz se encontra. Quando André relata que não tem noção de espaço, é que ele não sabe onde está, como um perdido em local indeterminado, e que parece não ter fim. Caminhava sem destino. Não há um ponto de referência, como comumente encontramos aqui na Terra. Por mais que caminhe parece não chegar a lugar nenhum.

André Luiz sabe que está desencarnado, mas, estranhamente para ele, respirava como um mortal.

Pulmão? Respirar? Sim.

Morrer é fatalidade biológica, falência dos órgãos, a alma é imortal. Morre o corpo, a alma continua com um novo corpo que no geral aparenta refletir o estado do corpo que teve em vida.

O corpo espiritual se chama perispírito. O perispírito é corpo que sobrevive a morte do corpo biológico e que o espírito usa no plano espiritual para se expressar.  Corpo Espiritual  modela o Corpo Biológico e também grava as impressões do corpo biológico.

Veremos no decorrer da obra mais detalhes sobre a ação da mente sobre esse corpo espiritual.

No livro Evolução em Dois Mundos-EDM, de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, temos uma definição mais rica do Corpo Espiritual.

"Para definirmos de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação.

Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja.

Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência."

Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta. Evolução em Dois Mundos-EDM.

Complicada a explicação do André Luiz? Vamos estudar. Vamos tentar   interpretar o texto em questão dentro das nossas limitações.

  • O Corpo Físico não é causa do estado do Corpo Espiritual. O  Corpo Físico é efeito do Corpo Espiritual.
  • O Corpo Espiritual é efeito do Corpo Mental. Ou seja, O Corpo Espiritual é criação da nossa Mente e suas aquisições no decurso dos evos.
  • Vamos entender nessa ordem de criação: Mente -> Corpo Mental -> Corpo Espiritual -> Corpo Físico ou Biológico.
  • O Corpo Espiritual é o verdadeiro Corpo Físico no Plano Espiritual.
  • O Corpo Espiritual é construído eletromagneticamente, ou seja, tem propriedades análogas a do campo elétrico. Radioativo, indutivo, ondulatório, espectral, etc.
  • Sua estrutura é análoga a dor corpo biológico, com alteração nos órgãos sexuais e digestivos. Alterações essas que dependem da maior ou menor dependência desses órgãos na mente do Espírito. Ou seja, da sua conduta aqui na Terra e através dos tempos, vai mentalmente realizar as alterações nessas áreas do Corpo Espiritual.
  • É de formação menos densa que o corpo biológico, tecida em recursos, ou seja, bens que são adquiridos pela evolução do Espírito. Dinâmicos, quer dizer, os órgãos espirituais estão em plena atividade. Que pode ser modificada pela mente, conscientemente ou inconscientemente. Com organização celular,(isso mesmo, células em outra faixa de freqüência em que a matéria vibra), cujo trabalho dessas células nos servem profundamente de forma nova e diferente quando estavam no corpo biológico.
  • Essas células espirituais se organizam por ordem do corpo mental análogo as substancias coloidais, ou seja, colando-se ao campo magnético do Corpo Mental conforme sua carga elétrica especifica, criando a forma do Corpo Espiritual que teremos após a morte.
  • Célula espiritual que conforme a carga elétrica que possui terá um campo elétrico que se “cola” ao campo específico da área do Corpo Espiritual que se aloca, formando o órgão espiritual com suas funções mais ou menos ligadas a conduta que tinha a criatura que lhe serve, antes de desencarnar.
  • A célula espiritual moldará uma forma conforme a inferioridade ou superioridade da mente do Espírito que a domina.

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 Edson Roberto

Células Espirituais
Células formam tecidos, que formam órgãos,  trabalhando necessidades de acordo com a evolução do espírito. 

Edson Roberto

 

Células para que te quero?

Vejamos que o livro EDM fala de células. Células formam tecidos, que formam órgãos e formam necessidades de acordo com a evolução do espírito. Continua na mesma obra:

CORPO ESPIRITUAL DEPOIS DA MORTE — Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois da morte carnal, principalmente no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito. Evolução em Dois Mundos-EDM

O corpo espiritual ou perispírito é aqui também chamado de psicossoma e afirma a obra que não é indestrutível. Notem que o termo Psicossoma designa o Corpo Mental e o efeito que é o Corpo Espiritual, após a morte.

Depois da morte sofre transformações na área da alimentação que é diferente no mundo espiritual e na área sexual por não haver mais necessidade da reprodução. Todas essas transformações se dão conforme o equilíbrio emotivo e cultural.

digestivo

Cultural é o que você cultivou na vida material e em toda a sua experiência existencial. Essas áreas se modificam pelo pensamento e essas necessidades vão sendo substituídos por outras que vão alterando a morfologia orgânica do Corpo Espiritual.

Respirar não deve ser entendido como o ato de respirar como quando estávamos no corpo físico. Tudo quanto André reporta sobre o Mundo Espiritual muitas vezes por falta de termo comparativo aqui na Terra dos encarnados, é usado um termo análogo ao usado por nós encarnados,  para nosso entendimento.

Na verdade o espírito tem a sensação de respirar o ar. Mas não há um pulmão que respira o ar que nutre nossas células carnais. Mas há um pulmão espiritual que nutre o Corpo Espiritual que é formado de Células Espirituais.

Alimento esse que são energias em permuta com as células que dão forma e expressão a Individualidade Espiritual, recebendo as células em troca energias para a sua própria existência e gravam esses automatismos para o seu futuro, que é tornarem-se Espíritos.

Os órgãos espirituais têm suas  funções graças a obediência dessas células espirituais que são dominadas pelo Campo Mental que forma o Corpo Mental, modelando assim o Corpo Espiritual.

Há um sistema digestivo. Há um sistema de órgãos tão complexos como os da carne. E o corpo de carne é construído a partir desse Corpo Espiritual, não o contrário.

Cada célula espiritual já existia antes do corpo biológico. Elas reencarnam e formam o corpo físico sob as ordens do Espírito que está ligado a elas, dando forma ao corpo biológico. Uma obediência que segue a lei de progresso. O superior tem autoridade sobre o inferior. A célula é um Princípio Inteligente em seus estágios primeiros da evolução, gravando automatismos que lhe darão potenciais para um dia se tornarem um Espírito como nós e puderem controlar células, podendo enfim encarnar, ou seja, formar um corpo biológico humano e evoluírem em outro estágio.

Controladas pelo Espírito as células formam o Corpo Espiritual. E o Espírito que já gravou em seus arquivos mentais por mais de 15 milhões de séculos, encarnando em seres inferiores ao Homem na Natureza, os mecanismos para a construção de um modelo corporal Humano, e, conforme o seu nível de superioridade dá a forma e a durabilidade do seu Corpo no mundo espiritual, graças à obediência dessas Células Espirituais.

Corpo Espiritual
Esse corpo é formado pelo automatismo adquirido pelo espírito no decorrer da sua evolução como Princípio Espiritual. O Espírito não precisa se esforçar para criar o Corpo Espiritual, os mecanismos adquiridos lhe confere essa faculdade de modelar um Corpo

Edson Roberto

 

Automatismo Fisiológico

Conforme o livro Evolução em Dois Mundos:

AUTOMATISMO FISIOLÓGICO — Compreensível salientar que o princípio inteligente, no decurso dos evos, plasmou em seu próprio veículo de exteriorização as conquistas que lhe alicerçariam o crescimento para maiores afirmações nos horizontes evolutivos.

Dominando as células vivas, de natureza física e espiritual, como que empalmando-as a seu próprio serviço, de modo a senhorear possibilidades mais amplas de expansão e progresso, sofre no plano terrestre e no plano extraterrestre as profundas experiências que lhe facultarão, no bojo do tempo, o automatismo fisiológico, pelo qual, sem qualquer obstáculo, executa todos os atos primários de manutenção, preservação e renovação da própria vida. Evolução em Dois Mundos-EDM.

É importante esse entendimento, pois muitos pensam ainda que após a morte nos tornemos seres translúcidos e sem forma. Transparentes e sem conteúdo material. Sem órgãos. Lembremos sempre que o Corpo Físico Biológico é reflexo do Corpo Espiritual, portanto ele já existia, com os seus órgãos modificados de acordo com a evolução do Espírito. E é uma conquista do Principio Inteligente que levou muito tempo para tal. Vejamos novamente o livro EDM.

GÊNESE DOS ÓRGÃOS PSICOSSOMÁTICOS — Todos os órgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre.

É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos ameboídes; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados monocelulares expostos ao clarão solar, que o olfato começou nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas, muitas delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos digestivos, e que as primeiras sensações do sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam, atraídas uma para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas. Evolução em Dois Mundos-EDM.

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A cada passagem nos reinos da natureza o Principio Espiritual adquiri os automatismos para um dia a sua mente poder modelar um corpo Espiritual e o corpo físico.

Não estamos diminuindo a importância do corpo biológico para o aperfeiçoamento mental do Espírito em evolução. O próprio André Luiz na obra Os Mensageiros-OME, psicografia de Francisco Cândido Xavier, relata o testemunho de Aniceto sobre o corpo biológico:

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“máquina divina do homem, o ta­bernáculo sagrado que o Senhor permitiu Se for­masse na Terra para sublime habitação temporária do espírito... O organismo vivo, André, representa uma conquista laboriosa da Humanidade terrestre, no quadro de concessões do Eterno Pai.”.OME

O corpo físico é conquista evolutiva.  Mas Aniceto alerta sobre os pensamentos e o corpo biológico:

“É na mente que temos o governo dessa usina maravilhosa. Não possuímos, aí, tão somente o caráter, a razão, a memória, a direção, o equilíbrio, o entendimento; mas, também, o controle de todos os fenômenos da expressão cor­pórea.  A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor construtivo ou destrutivo. Cada célula é minúsculo motor, trabalhando ao impulso mental. ”OME.

Quem não cuida do corpo biológico sofre a insurreição da células provocando distúrbios também no Corpo Espiritual. Mas devemos cuidar do que estamos nos alimentando mentalmente. A mente é a causa de todos as enfermidades. Mas se usarmos mal a alimentação material, as células pode se habituar aos exceços e haver insurreição das mesmas, conforme o próprio Aniceto descreve a conseqüência do mau uso do corpo biológico por um paciente em coma, originado pela intemperança:

“Vê-se pelo excesso de intemperança das células, sobre as quais não exerce nem mesmo um controle parcial, que este homem viveu bem distante da disciplina de si mesmo. Seus elementos fisiológicos são demasiadamente impul­sivos, atendendo muito mais ao instinto que ao movimento da razão concentrada. A falar verdade, este nosso amigo não se está desencarnando, está sendo expulso da divina máquina, onde, pelo que vemos, não parece ter prezado bastante os sublimes dons de Deus.”OME.

Por isso André e muitos outros espíritos vão ter a sensação de estarem vivos biologicamente. Aprenderam erroneamente que se tornarão seres sem conteúdo, após a morte. E não sentem muito a diferença orgânica das duas dimensões, estranhando as sensações mesmo sabendo que não se encontram no mundo dos vivos. Graças aos maus hábitos adquiridos durante a vida corpórea.

Magnetismo
Quando André Luiz se refere às ondas eletromagnéticas, cargas elétricas, eletromagnetismo, não devemos entender que são os mesmos fenômenos do mundo material. 

Edson Roberto

Ondas Eletromagnéticas

Quando André Luiz se refere às ondas eletromagnéticas, cargas elétricas, eletromagnetismo, não devemos entender que são os mesmos conceitos que temos desses termos aqui no mundo material. O pensamento age e viaja como ondas eletromagnéticas, não é a mesma ação de uma onda eletromagnética que envia os dados via rádio, TV, celular, etc. aqui na Terra.

Um exemplo é que essas ondas eletromagnéticas materiais são bloqueadas pela gaiola de Faraday. Já as ondas dos pensamentos não são bloqueadas por essa gaiola.  Portanto os fenômenos tem limitações diferentes em dimensões diferentes.

gaiola de faraday

Exemplo de um homem recebendo uma carga elétrica que o mataria. Mas envolvido em uma gaiola de metal, nada acontece. Até o sinal de celular pode ser impedido por artefato semelhante.

São termos análogos para que entendamos como funciona a nossa mente. Mas os seus mecanismos profundos e sua substância, estamos longe de compreender, pois estão subordinadas as leis que regem o fluido cósmico universal na sua forma mais sutil. Que o próprio André Luiz em outras obras confessa ser incompreensível para eles no mundo espiritual.

Vemos também que André Luiz não se encontra ali se não por sua própria vontade, que é fraca. “Não consegue vencer as forças irresistíveis”. Não tem resistência, pois não a cultivou em vida e certamente sente-se um joguete dessas forças. Nossas mentalizações são forças atrativas ou repelentes das forças mentais alheias e de regiões que se afinam.

Se o Espírito pensar e cultivar o mal em vida, vai, se não for ajudado por benfeitores, ser atraído para as regiões onde se acumulam espíritos da mesma ordem de pensamentos. Se algum bem fez em vida que possa merecer a ajuda dos benfeitores, seremos socorridos a postos de socorros, mas estaremos mesmo assim nas regiões condizentes com nosso perfil moral.

Há espíritos que não conseguem ver os benfeitores, pois apenas cultiva em sua mente a revolta, o ódio e desejos de vingança, que o move para dentro da sua própria realidade. É um estado promovido pelo próprio desejo do Espírito. O Espírito Telesfóro no livro Os Mensageiros-OME de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos dá uma bela definição dessa situação que André relata.

“Muitas Igrejas não compreendem, por enquanto, que não devemos espalhar a crença nos tormentos eternos para os desventurados, e sim a certeza de que há homens infernais criando infernos para si mesmos.” (Os Mensageiros-André Luiz-Médium Francisco Candido Xavier.)

 

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Canal para contato: nossolar@amecaruaru.com.br

Edson Roberto.(Coordenador de Estudos e Divulgação da Associação Municipal Espírita de Caruaru-AME)